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Os Trinta Melhores Filmes Lançados em DVD em 2004: #15 - O Despertar da Mente

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Sinopse:


Joel (Jim Carrey) é surpreendido com a descoberta de que Clementine (Kate Winslet), a namorada, resolveu apagar as memórias da sua relação. Desesperado, Joel contacta o inventor do processo, o Dr. Mierzwiak (Tom Wilkinson) para que este lhe elimine as memórias de Clementine. Mas à medida que a sua memória cai desaparecendo, Joel redescobre o seu amor por ela e inconscientemente tenta salvar Clementine de ser apagada. O Dr. Mierzwiak e a sua equipe (Kirsten Dunst, Mark Ruffalo e Elijah Wood) vão persegui-lo através da confusão das suas memórias, mas fica claro que Joel não consegue tirar Clementine do seu coração.
Este filme romântico e delicado vem lembrar-nos que tentar esquecer os motivos do fracasso nem sempre é a melhor solução e que a monotonia que se instala muitas das vezes nas relações é universal.



O Filme:


Joel e Clementine são um casal de namorados, com personalidades muito
diferentes. Ele é tímido e inseguro, enquanto que ela é extrovertida e
impulsiva. Ao fim de algum tempo, essas diferenças começam a gerar
conflitos, até que um dia a relação acaba. Clementine recorre, então, a uma
empresa chamada Lacuna, para apagar da sua memória todas as recordações de
Joel. Quando este descobre, decide fazer o mesmo. Porém, a meio da
intervenção, percebe que não é aquilo que ele quer. Será possível voltar
atrás?
As minhas expectativas em relação a este filme eram muitíssimo altas.
Primeiro, porque o argumento era de Charlie Kaufman. Segundo, porque todos
os comentários que tinha lido e ouvido eram extremamente positivos. E a
verdade é que já à algum tempo que não me conquistavam desta maneira numa
sala de cinema.
Será quase excusado falar da originalidade do argumento, pois essa é a maior
imagem de marca deste argumentista. Este não é excepção. O argumento é
desafiador, cativante e brilhantemente estruturado, fazendo com que por
muito estranhas que as coisas pareçam, nunca chegam a tornar-se confusas. As
cenas dentro da cabeça de Joel, quando começa a lutar contra a máquina, são
inesquecíveis. Quando tudo começa a desaparecer e a desmoronar-se à sua
volta e quando tenta colocar Clementine noutras recordações para que não a
consigam apagar, o espectador sentir-se-á como num sonho. E como num sonho,
tudo (mas mesmo tudo) é possível de acontecer. A forma como toda a temática
da memória é tratada e explorada quase ao máximo é absolutamente fascinante.
O argumento brilhante é acompanhado por uma realização à altura, que
responde de forma perfeita às exigências visuais da história. Como cereja no
topo do bolo, temos um Jim Carrey a provar que tem um potencial dramático
tão bom quanto o seu potencial cómico. Numa interpretação contida, consegue
juntar esses dois lados num só e alternar de um para o outro em questão de
segundos, como muito poucos actores conseguirão. Kate Winslett consegue
encorporar uma personagem deliciosamente extravagante. Para além do trabalho
dos actores principais, temos um conjunto de secundários que são também uma
mais-valia neste filme.
Mas este filme é muito mais do que tudo o que já foi dito. Se a memória
poderia parecer, à partida, um tema frio, desenganem-se. Consegue fazer-nos
rir, e depois chorar no momento seguinte. E consegue, principalmente
fazer-nos pensar. A viagem pela mente de Joel, acaba eventualmente por ser
uma viagem pela nossa própria mente, pelas nossas memórias e pelas nossas
oportunidades perdidas. As questões levantadas são tantas e tão profundas
que é impossível falar delas aqui. Os momentos mais intensos são os últimos
minutos do filme, quando o casal percebe que poderá ter desperdiçado (ou
não) uma segunda oportunidade. Saí da sala com a sensação de ter acabado de
ver uma obra inesquecível e um dos melhores filmes de sempre. É simplesmente
cinema no seu estado mais puro! Genial...


Carla Santos, do blog Zoom


Classificação do Filme:


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Os Extras:


Comentários Áudio: Relativamente interessante, não é dos piores, mas torna-se chato, por vezes.

- Nos Bastidores de O Despertar da Mente: O clássico making Of.

-Entrevista a Jim Carrey e o Realizador Micheal Gondry: Um bom extra, descontração e humor marcam este clip.

-Cenas Apagadas: São cenas que não fariam grande falta no filme, no entanto merecem uma vista de olhos.

- Folia Polifónica do Videoclip Light and Day: Um excelente video-clip, com uma música do filme. A ideia é bastante original.

- Anúncio da Lacuna: Anúncia da companhia do filme.


Classificação dos Extras:


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