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Críticas: Dogville

dogville.jpg


Lars Von Trier - Dinamarca/Suécia 2003


Em fuga, Grace chega ao pequeno povoado de Dogville. Para que os habitantes não a entreguem aos gangsters que a perseguem, concorda em pagar pelo refúgio, com o seu trabalho.


Filmado num estúdio com cenários contendo apenas o essencial, este é um filme que a príncipio se estranha, mas que depois se entranha lentamente em nós. Tudo através da habitual câmara vibrante de Lars Von trier. Nos primeiros minutos a escassez de referências e a ambiência teatral incomodam, e pensa-se que será difícil aguentar as quase três horas de duração. Mas passado o choque inicial, as personagens agarram-nos de tal forma, que já nem reparamos que as casas são apenas riscos no chão. Aliás, toda essa transparência do cenário acentua ainda mais os aspectos da natureza humana explorados neste filme. Dogville é nos Estados Unidos, mas poderia ser em qualquer parte do mundo em qualquer altura, desde que lá existissem seres humanos. Aquela pequena aldeia serve de metáfora às sociedades ocidentais e os seus habitantes somos todos nós. O egoísmo, a hipocrisia, a facilidade com que o poder corrompe, o desejo de vingança são algumas das características com que somos duramente confrontados. E são demonstradas de tal forma despidas, que nos sentimos totalmente incapazes de as negar. O curioso paradoxo é que somos surpreendidos com tudo o que nos é familiar. Apesar de escasso, o cenário tem um peso maior na história do que inicialmente suspeitaríamos, mas é no desempenho dos actores que a atenção se concentra. Nicole Kidman tem uma prestação notável, conseguindo transformar-se convincentemente de frágil e piedosa em vingativa e implacável. O resto do elenco está também excelente, incluindo a narração (quase literária) de John Hurt.


É natural que se acabe de ver este filme, sem perceber até que ponto se gostou ou não. É cinematograficamente diferente e desconcertante. Em certos pontos faz até com que nos sintamos envergonhados. Não será o filme indicado para aqueles que só procuram histórias "bonitinhas". Mas se aquilo que se procura for criatividade, mestria e algo que faça pensar... entao este será um dos melhores filmes a ver.


Classificação do filme:


5.jpg


Carla L. Santos


Quanto ao segundo disco, esta edição trás os seguintes extras, todos eles legendados em português:


"Dogville Confessions" um filme de Sami Saif 


"Trier, Kidman e Cannes"


Ensaios pré-rodagem (comentados por Lars Von Trier e o director de fotografia, Anthony Dod Mantle)


Entrevistas com Nicole Kidman, Stellen Skarsgard, Anders Refn (assistente de realização), Vibeke Windelov (produtora) e Lars Von Trier


No confessionário: depoimentos dos actores durante a rodagem;


Documentário sobre os efeitos visuais (comentado pelo supervisor de efeitos visuais, Peter Hjorth)


Cartazes e posters


Conferências de imprensa: Trollhättan 2002 e Cannes 2003

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